A vida e a obra do escritor Guimarães Rosa ganham destaque no Projeto Unesco 2026 no Júlio Verne Centro de Estudos. A homenagem acontece em data especialmente significativa: são celebrados os 80 anos da publicação de Sagarana (1946) e os 70 anos de Grande Sertão: Veredas (1956). Ao levar Guimarães Rosa para o centro dos debates, a escola propõe uma experiência que integra literatura, pesquisa e artes, relacionando a obra do escritor a questões humanas e sociais que permanecem atuais. A iniciativa está alinhada à Metodologia de Ensino Humanista e Humanitária do Júlio Verne, que compreende o conhecimento como parte de uma formação conectada à realidade e à sociedade.

Júlio Verne transforma obra de Guimarães Rosa em musical

A vida e a obra do escritor Guimarães Rosa ganham destaque no Projeto Unesco 2026 no Júlio Verne Centro de Estudos.

A homenagem acontece em data especialmente significativa: são celebrados os 80 anos da publicação de Sagarana (1946) e os 70 anos de Grande Sertão: Veredas (1956).

Ao levar Guimarães Rosa para o centro dos debates, a escola propõe uma experiência que integra literatura, pesquisa e artes, relacionando a obra do escritor a questões humanas e sociais que permanecem atuais.

A iniciativa está alinhada à Metodologia de Ensino Humanista e Humanitária do Júlio Verne, que compreende o conhecimento como parte de uma formação conectada à realidade e à sociedade.

A vida, a obra e o nosso tempo

Para compreender a literatura de Guimarães Rosa, o projeto convida os alunos a conhecer também sua trajetória. Médico, diplomata e escritor, Rosa construiu uma produção marcada pela originalidade da linguagem e por um olhar profundo sobre a experiência humana.

Essa relação entre biografia e literatura também está presente na pesquisa “As Veredas de João Guimarães Rosa: a vida antes do texto, a vida do texto e o texto na vida”, desenvolvida pelo Prof. Dr. Alexandre Medeiros, diretor acadêmico do Júlio Verne Centro de Estudos.

Publicada em 2026 na revista acadêmica International Studies on Law and Education, vinculada ao CEMOrOc da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), a pesquisa integra as ações em torno da homenagem promovida pela escola.

“A proposta é fazer com que os alunos não apenas conheçam Guimarães Rosa e suas obras, mas percebam como sua literatura continua dialogando com questões do presente”, explica Medeiros, coordenador do projeto.

Miguilim: da literatura para o palco

Um dos principais momentos do projeto, iniciado desde fevereiro deste ano, será a apresentação do musical Miguilim, no Teatro Municipal Clara Nunes, em Diadema, que é justamente a tradução em linguagens artísticas de todo o processo.

O espetáculo será uma releitura de Campo Geral, publicada originalmente em Corpo de Baile, em 1956. A narrativa acompanha Miguilim, menino que vive no sertão de Minas Gerais e experimenta os afetos familiares, as alegrias, as perdas, os medos e as dificuldades de compreender o mundo ao seu redor.

A partir da obra, e em consonância com os compromissos do JV como Escola Membro da Unesco, serão trabalhados temas como vulnerabilidade social, saúde na infância, antirracismo, empatia e enfrentamento às diferentes formas de violência.

Estudantes como protagonistas

Os alunos participarão ativamente da construção do musical, relacionando pesquisas e debates realizados em sala de aula à experiência artística. Estarão envolvidos em diferentes fases da criação, incluindo a elaboração dos próprios figurinos a partir das referências trabalhadas durante o projeto.

“Mais do que conhecer uma obra, os estudantes são convidados a ler, interpretar, pesquisar, refletir e criar, razão pela qual podemos dizer que a proposta une conhecimento e formação humana”, destaca Alexandre.

“E é justamente nessa direção que o projeto se conecta à Metodologia de Ensino Humanista e Humanitária do Júlio Verne Centro de Estudos, que é formar estudantes que não apenas conheçam conteúdos, mas sejam capazes de questionar, relacionar conhecimentos e olhar para diferentes realidades com sensibilidade e pensamento crítico”, complementa a diretora geral do JV, Marcia Saggio.

Se a pesquisa de Alexandre Medeiros percorre “a vida antes do texto, a vida do texto e o texto na vida”, o Projeto Unesco 2026 leva essas veredas para dentro da escola: parte da trajetória de Guimarães Rosa, atravessa sua obra e chega à experiência dos estudantes.

Assim, ao homenagear um dos grandes autores da literatura brasileira, o Júlio Verne Centro de Estudos faz de sua vida e obra uma experiência de aprendizagem, reflexão e formação humana.

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