Como, na prática, acontece o método humanista e humanitário no Júlio Verne Centro de Estudos ?

Falar de um método humanista e humanitário é falar de uma forma de enxergar uma educação que vai além da técnica. No Júlio Verne Centro de Estudos, esse princípio está no centro do projeto pedagógico e aparece em cada fase da formação dos alunos, da Educação Infantil ao Ensino Médio.

O diretor acadêmico da instituição, Alexandre Medeiros, explica que a base filosófica dessa metodologia vem de seus estudos aprofundados sobre os evangelhos e que, a partir dessa leitura, começou a refletir sobre como os valores cristãos poderiam dialogar com a educação. Dos estudos e reflexões, chegou à conclusão de que não haveria como uma instituição que se apresenta como cristã deixar de aplicar os conceitos de humanismo e humanitarismo em sua prática pedagógica.

“Depois, aprofundei-me em filósofos como Josef Pieper, que fala sobre o encantamento pelo saber; por Paulo Freire, que trata da conscientização na educação; e Rubem Alves, que traz a ideia da compaixão na educação. Ao unir esses três pensadores e refletir sobre os evangelhos, construímos a metodologia que aplicamos hoje no Júlio Verne, fruto de muita pesquisa e estudo”, explica Medeiros.

Dessa forma, esse método desenvolvido não é uma técnica ou ferramenta de ensino, mas uma atitude diante do saber, uma prática refletida e consciente, guiada por valores e ideias. “É uma práxis em como vivenciar o saber. É se deixar ser espantado pelo saber, se deixar ser encantado pelo saber, sendo atravessado pelo amor ao próximo, e sentir compaixão pelo outro”, complementa o diretor.

Muito além do desempenho acadêmico

Essa visão se concretiza na forma como o Júlio Verne enxerga cada aluno em sua totalidade. A diretora geral, Marcia Saggio, destaca que essa formação humanista e humanitária vai além do desempenho escolar e considera todas as dimensões do ser humano: “Adotamos esse método porque queremos olhar o ser humano como um todo, no aspecto acadêmico, físico, mental e artístico. O aluno não pode ser visto apenas por uma única faceta. Nosso papel é contribuir para que se torne um indivíduo capaz de se realizar e, depois, se tornar um cidadão que vai contribuir com a sociedade.”

E para chegar a esse processo, as artes e os esportes assumem um papel essencial na instituição, por fortalecerem a autoconfiança, a expressão e o desenvolvimento integral dos alunos. “As artes dão liberdade de expressão, ajudam o estudante a defender ideias e a se movimentar com desenvoltura. Já os esportes desenvolvem o corpo e favorecem a maturidade. O resultado é um ser criativo, construtivo e, ao mesmo tempo, compassivo, que busca soluções e pensa em como contribuir para melhorar o mundo”, destaca Marcia.

Medeiros ressalta que as apresentações teatrais e os espetáculos artísticos musicais no Júlio Verne Centro de Estudos traduzem os projetos da Unesco de preservação do planeta em linguagens artísticas. “Eles são a nossa metodologia na prática”.

Essa formação também se apoia em um equilíbrio entre a tradição de mais de cinco décadas de existência do Centro de Estudos e a inovação, que no Júlio Verne se traduz em unir o humanismo ao alto desempenho acadêmico. 

Como explica o diretor de planejamento, Salvatore Saggio, esse equilíbrio se faz ao compreender o momento certo para aplicar cada enfoque, de acordo com o ciclo escolar. Na educação infantil, por exemplo, o aprendizado acontece de forma lúdica, com leveza e brincadeiras. Nos anos fundamentais, o foco ganha força nas artes e atividades culturais, construindo ao mesmo tempo uma base sólida de conhecimento. Já no ensino médio integral, a prioridade passa a ser a preparação para os vestibulares mais concorridos, aliado ao ensino bilíngue, sem deixar de lado a formação cidadã.

“Formamos líderes, mas não líderes respeitados pela autoridade ou pelo medo. Formamos líderes respeitados pelo conhecimento, pela capacidade de fazer com que os outros também atinjam seu melhor desempenho”, resume Salvatore.

Assim, o método humanista e humanitário no Júlio Verne não é apenas uma filosofia escrita em documentos. Ele se traduz no dia a dia da escola, nas escolhas pedagógicas, na estrutura de ponta que oferece recursos tecnológicos, salas equipadas e ambientes planejados para estimular o aprendizado, no incentivo à arte, ao esporte, ao conhecimento e, principalmente, na formação de cidadãos críticos, compassivos e preparados para transformar os espaços em que atuarem. A proposta é clara: formar indivíduos completos, capazes de pensar criticamente, agir com compaixão e contribuir ativamente para a sociedade, combinando tradição, inovação e excelência acadêmica.

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