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	<title>Arquivo de Revista da USP - Julio Verne</title>
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	<title>Arquivo de Revista da USP - Julio Verne</title>
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		<title>Ousadia publicitária, marcas centenárias e o enfrentamento ao preconceito: artigos de alunos do Júlio Verne ganham espaço em revista da USP</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 18:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Julio Verne]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A revista Coepta, periódico acadêmico ligado à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade de Barcelona, publicou em sua nova edição quatro artigos desenvolvidos por alunos do Júlio Verne Centro de Estudos , como resultado do projeto Jovens Pesquisadores. Orientados por professores da escola, os estudantes analisaram fontes históricas e documentos da imprensa brasileira,...</p>
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<p>A revista <strong>Coepta</strong>, periódico acadêmico ligado à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade de Barcelona, publicou em sua nova edição quatro artigos desenvolvidos por alunos do <strong>Júlio Verne</strong> <strong>Centro de Estudos </strong>, como resultado do projeto Jovens Pesquisadores. Orientados por professores da escola, os estudantes analisaram fontes históricas e documentos da imprensa brasileira, produzindo pesquisas com temas curiosos, relevantes e provocadores.</p>



<p>Os trabalhos percorrem áreas como publicidade, história das marcas, imprensa, linguagem e racismo, a partir de investigações realizadas em acervos da <strong>Biblioteca Nacional</strong>. A seguir, um panorama dos artigos publicados.</p>



<p><strong>Publicidade ousada no século XIX: quando o anúncio se disfarçava de notícia</strong></p>



<p>Um dos artigos investiga como a propaganda de uma marca era feita no final do século XIX, muito antes do marketing moderno. Em <strong>“Humor &amp; Marketing: Vital Fernandes Fam, o gênio da publicidade no Império”</strong>, a aluna Bárbara Melo analisa a atuação da Estrella, uma alfaiataria que ousou como poucas em sua época.</p>



<p>Fundada pelo empresário português Vital Fernandes Fam, a empresa produzia anúncios que se confundiam com textos jornalísticos. Em vez de apresentar diretamente seus produtos, ela se apropriava de fatos do cotidiano, narrados como notícias ou comunicados oficiais. Apenas no final do texto, de forma humorística, o leitor percebia tratar-se de uma propaganda.</p>



<p>Um exemplo analisado no artigo é o anúncio publicado às vésperas da Abolição da Escravatura, em 1888. Intitulado <em>“Estão livres os escravos no Brazil”</em>, o texto começa como uma notícia sobre a Lei Áurea e, ao final, revela-se uma peça publicitária que compara o impacto histórico do acontecimento aos preços das roupas da alfaiataria. O estudo mostra como essa estratégia, hoje comparável aos informes publicitários, era ainda mais radical naquele contexto e discute os limites éticos do humor na publicidade.</p>



<p><strong>Marcas centenárias em foco: Gillette e Guaraná</strong></p>



<p>Outro artigo amplia o olhar sobre estratégias de divulgação no início do século XX. Em <strong>“Gillette e Guaraná – explorando os primórdios de duas marcas centenárias”</strong>, o aluno Matheus de Sá analisa a construção da imagem de duas marcas que atravessaram gerações.</p>



<p>No caso da Gillette, o estudo destaca a rápida consolidação no Brasil, associando inovação tecnológica à comunicação direta com o consumidor. Já a pesquisa sobre o Guaraná Champagne mostra como a bebida construiu sua identidade a partir de elementos nacionais, como a Amazônia, a figura do indígena e a ideia de energia natural. O artigo evidencia como essas marcas já compreendiam a força da publicidade na construção de hábitos de consumo e identidades culturais.</p>



<p><strong>Racismo na imprensa: um passado que insiste em se repetir</strong></p>



<p>Outro trabalho aborda um tema duro e necessário: a permanência do racismo no discurso jornalístico brasileiro. Em <strong>“Preconceito ‘de cor’: um asqueroso caso de racismo em nossa imprensa (1887–1928)”</strong>, Isabella Vieira e Thor Corrêa Neto investigam como um conto profundamente racista foi reproduzido por décadas em jornais e revistas do país.</p>



<p>A pesquisa revela como o racismo era naturalizado na imprensa, muitas vezes apresentado em tom de humor ou curiosidade, sem questionamento ético. Ao recuperar esse material histórico, os autores estabelecem um diálogo com o presente e reforçam a importância de uma <strong>educação antirracista</strong>, capaz de formar leitores críticos.</p>



<p><strong>Linguagem, expressões populares e preconceito</strong></p>



<p>E, por último, mais um artigo que se debruça sobre o preconceito presente em expressões populares, analisando de forma detalhada a relação entre cores, linguagem e significados sociais. Assinado pela aluna Rafaela Cordeiro Silva, o texto “<strong>Cores em expressões populares e sua datação”</strong>reúne expressões consagradas do cotidiano brasileiro, como “amarelar”, “verde de inveja”, “vermelho de vergonha” e “a coisa está preta”, e investiga sua origem histórica e datação, a partir de pesquisas feitas na Biblioteca Nacional. Ao percorrer registros da imprensa dos séculos XIX e XX, o artigo revela como essas expressões se consolidaram ao longo do tempo e como, em muitos casos, carregam valores simbólicos e preconceitos naturalizados, convidando o leitor a refletir sobre o peso cultural e histórico da linguagem que usamos diariamente.</p>



<p><strong>Pesquisa e pensamento crítico desde a educação básica</strong></p>



<p>O conjunto dos quatro artigos revela a potência do trabalho desenvolvido no <strong>Júlio Verne Centro de Estudos</strong>. Da ousadia publicitária do século XIX às discussões sobre racismo, marcas e linguagem, os alunos demonstram que pesquisar é também questionar o presente a partir do passado, ampliando repertórios e construindo um olhar crítico sobre o mundo.</p>



<p>O trabalho dos alunos passou pela orientação do <strong>diretor acadêmico e professor Alexandre Medeiros</strong> e dos professores Everaldo Rodrigues Morais, Giuliana Cinezi e Gabriel Santos Menezes.</p>
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		<title>Alunos do Ensino Médio JV publicam artigos de Iniciação Científica em Revista Acadêmica da USP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[julioverne]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 15:25:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Centro de Estudos Júlio Verne]]></category>
		<category><![CDATA[Colégio em Diadema]]></category>
		<category><![CDATA[ensino médio]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Coetpa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista da USP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já ouviu a expressão “frango”, usada para descrever a falha clamorosa de um goleiro ao deixar passar um gol inexplicável? Pois bem, a origem dessa metáfora, tão comum entre os torcedores, permanece envolta em mistério. Quem a inventou? Quando exatamente começou a ser usada?&#160; Essas são questões levantadas por Heitor Santana e Victor Semmler, alunos...</p>
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<p>Já ouviu a expressão “frango”, usada para descrever a falha clamorosa de um goleiro ao deixar passar um gol inexplicável? Pois bem, a origem dessa metáfora, tão comum entre os torcedores, permanece envolta em mistério. Quem a inventou? Quando exatamente começou a ser usada?&nbsp;</p>



<p>Essas são questões levantadas por Heitor Santana e Victor Semmler, alunos do Ensino Médio, do Centro de Estudos Júlio Verne, em artigo publicado na “Convenit Internacional – Coetpa USP 2025”. Trata-se de uma revista anual, de grande prestígio no meio acadêmico, feita em parceria com a Universidade de São Paulo &#8211; USP e a Universidade Autônoma de Barcelona &#8211; UAB que, além de fomentar a iniciação científica, estimula o desenvolvimento intelectual entre jovens pesquisadores. Combinando ensaios e textos clássicos de especialistas renomados a artigos de estudantes, a publicação se tornou uma importante plataforma para a troca de ideias e conhecimento. </p>



<p>No texto, a dupla reflete sobre a paternidade (quase sempre anônima) das expressões populares que usamos no dia a dia: &#8220;Foram cunhadas por brilhantes anônimos e nem podemos agradecer a eles, gênios de primeira grandeza, que as conceberam e generosamente as entregaram gratuitamente ao uso comum&#8221;. Eles também mencionam que essas falas, apesar de simples, carregam histórias e significados complexos, muitas vezes esquecidos ou ignorados, como no caso do &#8220;frango&#8221;, que, aliás, resultou em outro termo, o “frangueiro”, referindo-se ao sujeito que deixou a bola passar, muitas vezes por entre as pernas.</p>



<p>Outros alunos do Colégio também tiveram seus trabalhos publicados nessa importante mídia acadêmica. Entre eles está Vitória Ribeiro Sousa, que pesquisou a trajetória do célebre escritor Jules Verne, conhecido no Brasil como Júlio Verne. Em seu artigo, intitulado &#8220;1873, o ano em que Júlio Verne Conquista o Brasil – 150 anos de seus livros no Brasil&#8221;, a aluna explora as primeiras aparições do autor na imprensa nacional e destaca o impacto cultural de suas obras no país. Ela detalha o fenômeno editorial que popularizou livros como “Viagem ao Centro da Terra” e “A Volta ao Mundo em 80 Dias” entre os leitores brasileiros, além de observar como a ficção científica do estudioso abriu portas para um novo gênero literário no Brasil, influenciando gerações de escritores e leitores.</p>



<p>O educador João Carlos da Silva Borges também foi pauta nesta edição. A aluna Bárbara Luisa dos Reis Melo investigou a trajetória desse importante, porém pouco lembrado, patrono de uma escola paulistana. Motivada pela curiosidade despertada ao notar que a instituição e uma rua levam seu nome, revelou em seu artigo como muitas pessoas acabam esquecidas, mesmo tendo desempenhado papéis fundamentais na formação de milhares de jovens. A pesquisa envolveu uma análise criteriosa de documentos na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional e contribui para resgatar a memória desse importante personagem, destacando sua relevância educacional.</p>



<p>Finalizando a lista de contribuições do Colégio Júlio Verne à revista, Matheus Papiani apresenta o artigo “Feira de Cal em Burgos – Raul Pederneiras e a época de ouro do trocadilho no Rio de Janeiro”. O estudo explora o universo dos trocadilhos e sua importância cultural no início do século XX, destacando figuras icônicas como Raul Pederneiras, famoso por suas criações linguísticas inteligentes e irônicas. O texto celebra o jogo de palavras como forma sofisticada de humor, que, ainda hoje, desperta o riso em diversas plataformas.</p>



<p>Vale destacar que o Centro de Estudos Júlio Verne publica artigos na Coetpa desde a primeira edição da revista, em 2019. Para a edição recente, os alunos foram orientados pelo professor doutor Alexandre Medeiros, com coorientação dos professores Everaldo Rodrigues Morais e Giuliana Cinezi. Os trabalhos foram submetidos ao Conselho Editorial, composto por profissionais de diversas instituições em colaboração entre a Universidade de São Paulo e a Universidade de Barcelona. Embora seja uma seleção rigorosa, o Colégio tem um histórico notável de aprovações, o que ressalta a qualidade do ensino oferecido.</p>



<p>&#8220;Essas publicações reforçam a certeza de que nossos alunos estão prontos para ir além dos limites da sala de aula e contribuir ativamente para o meio acadêmico. Estamos muito orgulhosos de ver essa nova geração de pensadores trilhando o caminho da pesquisa científica”, destaca Medeiros.</p>



<p>A Convenit Internacional – Coetpa USP 2025 será lançada dia 22 de novembro, no Colégio Luterano São Paulo. As edições estarão disponíveis no site da Editora Mandruvá, ligada ao Centro de Estudos Medievais Oriente &amp; Ocidente (Cemoroc) da Faculdade de Educação da USP.</p>
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